Babylotte, craque de Yuri Mansur, vai para aposentadoria

31/07/2020 as 11:45
Parceria e sintonia – entre o cavalo e seu cavaleiro – são condições imprescindíveis no hipismo. Costuma-se dizer que 70% do resultado depende do cavalo e outros 30% do cavaleiro. Sem dúvida a qualidade do animal aliada a expertise do cavaleiro se refletem nos desde a base até o mais alto rendimento. Para o cavaleiro Yuri Mansur, 41, integrante do Time Brasil de Salto em diversas Copas das Nações e Jogos Equestres Mundiais 2014 e 2018, a égua Babylotte é uma das grandes responsáveis pelos pontos altos de sua carreira.
 
 
Babylotte com Yuri: descanso merecido; img: cedida pelo cavaleiro
 
Foi com Babylotte, uma sela holandesa filha de Dollar du Murier em Ulotte hoje com 14 anos, que Yuri foi campeão do GP CSIO5* de Hickstead em 2017 e integrou a equipe que conquistou a inédita medalha de ouro na Copa das Nações no mesmo ano do centenário concurso irlandês. Ainda em 2017, Yuri e Babylotte integraram a equipe medalha de prata na Copa das Nações no CSIO5* de Calgary, no Canadá.
 
Em 2017, Babylotte e Yuri disputaram nada menos que 52 provas internacionais com importantes classificações, incluindo GPs World Cup e Copas das Nações. No ano seguinte, Babylotte acabou sofrendo uma lesão no tendão e entre idas e vindas disputou 19 provas em 2018, apenas cinco em 2019 e estava em plena forma na retomada das competições em 2020.
 
Em 23 de julho, Yuri e Babylotte fizeram um belo percurso a 1.45 metro, válido como esquenta para o GP no Concurso Internacional 3* em Lier, na Bélgica. Terminou bem, mas no mesmo dia apresentou forte dor em dos seus anteriores onde já havia sofrido uma lesão no tendão. Mediante a situação, Yuri decidiu pela aposentadora de sua égua postando um emocionado post em sua rede social.
 
A dupla na ocasião da vitória no GP do 109º CSIO5* de Hickstead em 2017; img: divulgação Hickstead
 
“Depois de dois anos e meio de muita luta e esforços, parecia que havíamos vencido a batalha. A Babylotte retornou às pistas e como sempre lutou pelo zero. Mas depois do percurso, em que ela saltou tão bem, saiu da pista sentido muita dor e infelizmente o pior havia acontecido: uma nova lesão no mesmo tendão. Eu teria amado terminar sua carreira com um resultado melhor, mas infelizmente não foi possível”, destacou Yuri.
 
“Apesar da dor, eu sei que ela e toda nossa equipe lutaram muito para que retornasse às pistas. Agora ela se aposenta e, com certeza, terá maravilhosos e talentos bebês. Quero agradecer a todos que estiveram conosco por mais de cinco anos e nos ajudaram a realizar meus sonhos”, acrescentou o cavaleiro. “Se a minha carreira terminasse hoje eu estaria muito feliz. Obrigado Baby por Hickstead, Calgary e todas as participações em GPs 5* e ainda por ter figurado entre os 12 melhores conjuntos do mundo. Mas, principalmente, em ter tornado os meus dias mais felizes nos últimos cinco anos, me ensinado tanto e por me mostrar que sonhos se realizam!”
 
 
Fonte: CBH